Alcione, Vou Emigrar para o meu País e Hambúrguer Alentejano

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Para quem não sabe, sou fã confessa de Alcione, a Marrom para os íntimos. Obviamente, isso condicionará a minha sugestão desta semana, aliás condiciona todas….feliz daquele que acredita que as suas escolhas não são influenciadas…Bom, a minha musa do canto estará numa única noite no Teatro Tivoli – BBVA, em Lisboa, dia 23 às 21:30h.

O nome do show – Eterna Alegria – é também o título do novo álbum de inéditos de Alcione que resolveu – nas suas palavras – exaltar talvez um traços mais marcantes da personalidade brasileira, a alegria. Os bilhetes estão quase esgotados, por isso se quiserem ver o espetáculo (e a mim fazendo figuras alegres no Tivoli) é correrem. Os preços vão dos 15€ aos 60€ .

 

Antes de irem para a Alcione, há que ganhar energias para sambar passando pela hamburgueria do costume para experimentar o nosso Alentejano, com saladinha de pimentos, coentros e com copita de Barrancos. A copita é um enchido com um aroma forte, de textura tenra feito do cachaço do Porco Alentejano. O sabor difere bastante do presunto.

Café do Rio – Hamburgueria Gourmet . O preço são 13€.

Alcione e Alentejano por quê? Porque como diria Nuno Costa Santos “me deu na telha. E nada nem ninguém – nenhum estudo e nenhum especialista – tem alguma coisa a ver com isso”

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Nelson Rodrigues ,Carlos Drummond de Andrade e Rubem Braga não sabem mas Nuno Costa Santos é seu herdeiro. Vou Emigar para o meu País é um livro ao melhor estilo da boa crônica brasileira, daquela que se importa com as coisas desimportantes que preenchem o nosso dia-a-dia, as insignificâncias, os sentimentos, os pensamentos ao mesmo tempo que dialoga com a “alta literatura vai a mercearia”.Esse é o Nuno, ora marginal ameno, ora melancómico. E é muito bom.

Preço: 12,56€ a venda na Wook

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Acho que é tudo por hoje.

Um beijão,

Andréa

NOTA: Pra Ver, Pra Ler e Pra Comer sai às quintas e são sempre sugestões verdadeiras de livros que comi, espetáculos que li e maravilhosos hambúrgueres que vi mesmo.Fiquem à vontade para concordar, discordar e até sugerir.

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Rodrigo e Guru, dois novíssimos hambúrgueres de borrego

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E para não dizer que este blog não fala de hambúrgueres, aqui vai a última novidade desde Lisboa: Rodrigo e Guru – dois hambúrgueres feitos com carne de borrego da Serra da Marofa – na zona de Figueira de Castelo Rodrigo – lançados esta semana na Hamburgueria Gourmet – Café do Rio.

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O borrego ainda hoje entendido como uma “comida antiga” – que não soube se atualizar em relação às novas formas e tendências citadinas – é muitas, e injustas, vezes tratado como um produto pouco versátil; a partir da releitura feita pelo chef Rui Domigos da Hamburgueria Gourmet, é trazido para a atualidade sob a forma de hambúrgueres ultra cosmopolitas. Para aqueles que encontram nesta carne um desafio difícil, descobrirão nos hambúgureres feitos com Borrego da Marofa a particularidade de serem mais tenros e de terem sabor mais delicado em relação à carne de borrego tradicional.

Rui Domingos (Hamburgueria Gourmet – Café do Rio) em entrevista ao Diário de Notícias – Ricardo Rodrigues (DN)
Rui Domingos (Hamburgueria Gourmet – Café do Rio) em entrevista ao Diário de Notícias – Ricardo Rodrigues (DN)

Guru – o primeiro dos nossos hambúrgueres – é uma explosão de sabores de inspiração indiana, feito com iogurte, gengibre, pó de massala (caril/curry) e limão. Fatias de mangas fresca fazem a harmonização perfeita dos sabores; já o Rodrigo, mais mediterrânico, é feito com molho clássico de iogurte grego – um hit super trendy da nossa estação – hortelã e limão. As combinações imprimem ao borrego da Marofa um modernidade única.

Os hambúrgueres – disponíveis até final de Novembro na Hamburguria Gourmet – Café do Rio -resultam de um convite da autarquia, e se inscrevem na 1ª semana gastrónomica de Figueira do Castelo Rodrigo; pretende-se ainda a sensibilização para criação de uma zona de Denominção de Origem Protegida – D.O.P. – para os produtos da Serra da Marofa.

Guru – Hambúrguer de Borrego da Serra da Marofa com Tandoori
Guru – Hambúrguer de Borrego da Serra da Marofa com Tandoori

Rodrigo – Hambúrguer de Borrego da Serra da Marofa com Iogurte Grego
Rodrigo – Hambúrguer de Borrego da Serra da Marofa com Iogurte Grego

Sobre o Festival em Figueira de Castelo Rodrigo, além da inclusão nas ementas dos restaurantes aderentesde pratos confeccionados com Borrego da Marofa, de uma Feira Rural para promoção dos produtos “Horta da Marofa” – Vinhos e outros produtos – que terá lugar todos os sábados no Mercado Municipal, com animação cultural a partir das 14:00 horas e da iniciativa “Concertos no Convento” – ciclo de música clássica no Convento de santa Maria de Aguiar e Igreja de Nª Senhora de Rocamador (Castelo Rodrigo), nos sábados 1, 8, 15 e 22, às 21:00 horas, pelo Quarteto de Cordas Bach’us foi celebrado um protocolo com a CP que permite a aquisição de bilhetes a baixo custo – 17,50€ – ida e volta de Lisboa até Figueira de Castelo Rodrigo durante todo o mês de Novembro.A viagem inclui ainda visitas guiadas à Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo e ao Convento de Santa Maria de Aguiar.

Aproveitem.

Glúten -Tire o balangandã da sua comida e emagreça

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Ontem ao sair do debate sobre o sushi no programa do Manuel Luis Goucha, deu-me uma vontade incontrolável de comprar uma máquina de fazer pão. E comprei. E astuto leitor por esta altura já se pergunta: o que uma coisa tem a ver com outra? E a resposta é: o glúten.

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Não gosto de Sushi – O Blog do Hambúrguer no Você na TV – TVI

O Sushi – se não servido com os molhos – é perfeito para celíacos (não é o meu caso) ou para pessoas interessadas em começar uma dieta com restrição de glúten (o meu caso). Só é mesmo pena que eu não aprecie nada um sushizinho mas voltando ao tema, a questão do glúten tem me torturado.

Alguns meses atrás, o glúten era proibido apenas para os celíacos mas parece que os benefícios da não ingestão da proteína são tantos que a moda pegou. E foi de tal maneira, que até eu, nada suscetível as tendências do momento, estou me deixando levar. E por quê?

pão sem glúten

O Glúten é uma proteína composta pela mistura das proteínas gliadina e glutenina, que se encontram naturalmente na semente de muitos cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia. A sua capacidade de absorção de água e a sua viscosidade conferem à massa de farinha as propriedades que a tornam apta para a panificação. Como subproduto na obtenção do amido, é usado no fabrico de rações e alimentos ricos em proteínas e para a produção da glutamina.

Daí essa rubrica hoje ser alterado para “tire o balangandã da sua comida e emagreça”. Segundo os especialistas da net, a proteína quando consumida em excesso, pode desencadear uma espécie de hipersensibilidade no organismo. A partir disso, as células e o intestino inflamam, acarretando vários problemas como diarreia, dor e inchaço frequente na barriga nos celíacos; nos não-celíacos, são uns quantos quilinhos a mais quando consumidos em quantidade.

Malvados alimentos como a farinha de trigo, a cevada, centeio e aveia, já referidos, encontram-se em praticamente em todos os produtos processados:

Pão, torrada, bolacha, biscoitos, massas, bolos;
Cerveja, pizza, salgados, cachorro quente, hambúrguer congelado ( nos feitos à mão não há contra-indicação, tenho muito clientes celíacos para atestar);
Gérmen de trigo, triguilho, sêmola de trigo;
Queijos processados (frescos não há problema), ketchup industrial, maionese, shoyu (molho de soja);
Salsicha e temperos industrializados;
Cereais, barrinha de cereais, xaropes e alguns medicamentos.

Há ainda outra corrente da nutrição que argumenta não ser o glúten que engorda mas sim tudo o que é feito com a proteína. Se conseguirmos retirar os elementos desta listinha da nossa alimentação, de certeza que uma pessoa emagrece.

máquina de pão
Máquina da Worten 59,90

Bom, como nunca como hambúrgueres congelados, a única coisa desta lista que não sou capaz de viver sem é mesmo o pão, que é caríssimo. Aliás qualquer produto sem glúten é extremamente caro, daí a máquina – custou 59,90 – na Worten e permite confeccionar pão e massas a baixo custo como amido de milho, farinha de arroz e milho, fécula de batata e polvilho (o que se usa para os pães de queijo).

A receita do pão da foto fica para amanhã mas asseguro que ficou uma delícia.

Até lá mandem receitas

Beijão

Andréa

PS: Aos leitores celíacos, sintam-se a vontade para apontar qualquer erro. E ainda voltarei a este tema.

Receita Pão sem Glúten

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Ontem à noite, cheguei à brilhante conclusão de que ninguém precisa de uma máquina para fazer pão. Mais ou menos como os robots de cozinha, toda gente sobrevive sem uma Bimby, mas que tudo fica muito mais fácil, não tenho dúvidas.Então, nesse maravilhoso mundo das máquinas de pão, onde sou apenas uma infanta, há muitas funcionalidades por descobrir. Aquela que mais apelou às minhas emoções na leitura do manual – confesso-me leitora de manuais e de bulas também – foi a possibilidade de programar a máquina.

Ou seja, antes de dormir uma pessoa coloca os ingredientes para a confeção dentro da cuba e a uma determinada hora, ela liga-se sozinha, proporcionando-nos um despertar com o delicioso aroma do pão quentinho que se espalha pela casa. Só consigo imaginar o meu corpo letárgico sendo atraído até à cozinha em modo sonâmbula, que maravilha! Mas como o risco de devorar um pão de 600grs inteirinho sozinha é alto, vou deixar experimentar essa emocionante funcionalidade mais pra frente.

Sem mais delongas, a receita:

PÃO SEM GLÚTEN COM POLVILHO AZEDO

(600GRS APROX.)

Ingredientes:

No uso das máquinas de pão há que respeitar a ordem de colocação dos ingredientes na cuba

1 copo de leite

2 colher de sopa de óleo de soja ou girassol

1 colher de chá de sal

1 colher de sopa de açúcar

2 ovos

2 copos de farinha de arroz

1 copo de polvilho azedo

2 colheres de sopa de fermento biológico seco.

Por norma, as máquinas também trazem um medidor com a colher de chá e a de sopa; e um copo de medida.

Outro aspecto importante, não é preciso comprar as farinhas preparadas sem glúten (caras que até dói); o melhor é usar produtos normais de culinária.

Modo de preparação (passo a passo):

Depois de colocar todos os ingredientes na ordem da receita é so fechar a tampa, programar o Ciclo 7 – ultra rápido , definir a cor da casca que pode ser média ou escura (escolhi a escura). E voilá: Habemus pão sem glúten.

PS: O leite sem lactose que aparecerá nas fotos foi para elevar a fasquia da minha frescura.

Beijão,